terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A CULTURA DE REDES NA MOBILIZAÇÃO POPULAR

Ao se universalizar o acesso a internet, há uma atenuação da necessidade da representação enquanto forma de levar a algum lugar algumas demandas. Estamos falando de algumas formas de democracia participativa mais direta.

Por Egeu Laus

O surgimento da Rede Social de Relacionamentos pela internet denominada gabeira43.ning.com em torno da candidatura de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio não foi uma surpresa.
Esta rede, que utilizou como ferramenta a “social network” Ning.com – criada em 2004 por Marc Andreessen (autor também do navegador Netscape) e Gina Bianchini – é apenas uma, dentre as dezenas de ferramentas tecnológicas (plataformas de utilização via internet) que vem sendo utilizadas diariamente no ambiente da grande rede (a conhecida world wide web ou para os íntimos www) com o objetivo de conectar pessoas com interesses comuns.
Mas, afinal, nos dias de hoje, que diabo de expressão é esta? O que significa esta palavrinha que vem sendo lida e citada em toda parte nas mais variadas acepções? Trabalhar em rede, rede de relacionamentos, organizações em rede, gestão em rede, etc. Tudo agora é em rede…
Na sua definição mais básica e rasteira podemos dizer que qualquer artefato que permita uma comunicação mais ou menos permanente entre um determinado número de pessoas conforma uma rede. Nesse sentido, a malha telefônica de uma cidade, é a rede telefônica. Ou antigamente (muito antigamente) a de trens formava a rede ferroviária. Com o tempo, os usuários constantes de um determinado tipo de informação passam a ser chamados também de uma rede. Portanto, a Ordem dos Cavaleiros Templários configurava de certo modo uma rede, as lojas das Casas Pernambucanas eram uma rede, e assim por diante.
Invente aí os exemplos que você quiser, até chegar aos emblemáticos exemplos do segmento das comunicações como a Rede Globo, a Rede Record, as redes radiofônicas e as redes de jornais e revistas, etc.
Qual é a grande diferença entre elas e o que hoje estamos conhecendo como Redes Sociais? É que elas recebiam erradamente o nome de redes – centralizadas, quando toda a informação era enviada apenas de um ponto, ou eram chamadas de redes – descentralizadas, quando vários pontos intermediários emitiam também informações. Mas, no fundo, elas nunca desenharam realmente uma Rede.
O que configura verdadeiramente uma Rede (faça o desenho e você vai ver) é a possibilidade de TODOS os pontos (ou nós ou nodos) poderem se comunicar com TODOS os outros pontos (ou nós ou nodos), em todas as direções, livremente, ponto a ponto (P2P), naquilo que se conhece conceitualmente como Rede Distribuída (conforme desenhada por Paul Baran para a estrutura de um projeto que se tornaria mais tarde a internet).

Topologia de rede desenvolvida por Paul Baran. Notem que os pontos são os mesmos
E este foi, sem dúvida, o fator fundamental na topologia da rede Gabeira43.ning.com: como participante conversei com todo mundo livremente, escrevi textos para o blog, criei fóruns de discussão, coloquei fotos e vídeos, recebi e enviei mensagens, convidei pessoas e fui convidado, formei amigos, etc. E acredito que todos, em maior ou menor grau (sim, há limitações técnicas), atuaram também com essa liberdade. Todas as opiniões, mesmo as mais delirantes, eram expressadas livremente. É lógico que havia uma direção, um foco mínimo para a comunicação, impedindo deste modo que o ruído (para usar um termo da teoria da comunicação), a estática, fosse muito alta. É lógico também que não existem redes sem pessoas e elas se agregam por uma CAUSA.
Então qual é a grande mudança? Me parece que ela está bastante clara: a possibilidade de todos os cidadãos ouvirem e serem ouvidos e poderem congregar em torno de suas vozes as mais variadas e múltiplas maneiras e formas de ação e atuação. Sem que ninguém tenha que falar por elas.
Há portanto (ao se universalizar o acesso a internet, uma questão estratégica, doravante), uma atenuação da necessidade da representação enquanto forma de levar a algum lugar algumas demandas. Estamos falando portanto (com todo o cuidado que isso requer) de uma diminuição da democracia representativa em direção a algumas formas de democracia participativa mais direta.
E ainda mais: Para além de todas as vantagens de se ter informacão, em grande volume, circulando livremente, a Rede Social permitirá que várias ações aconteçam, bastando para isso que haja interessados o suficiente naquela ação (e de novo, com todo o cuidado que isso requer). O surgimento do MPD – Movimento pró-Democracia foi um exemplo disso.
Parece que uma nova forma de fazer política na cidade do Rio de Janeiro está se configurando (no bojo da disseminação da internet) quando se percebe que as pessoas se sentem melhor e mais entusiasmadas participando daquilo que lhes agrada, no âmbito de suas relações geográficas (ou não), em torno de suas questões, ou onde podem contribuir melhor com sua experiência.
Estamos falando portanto de que “pequenas causas” podem ter um poder de agregação tão forte quanto os grandes temas políticos. As Redes Sociais nos permitem perceber que há variadas formas possíveis de atuação e todas elas podem conviver. Se você não tem como contribuir nas questões do lixo urbano, pode pensar nas questões da dengue, mas se você tem contribuições em outras áreas, deve ter em mente que elas são importantes na mesma e igual medida, pois como disse Gabeira, todas as caras são bem-vindas pois “expressam uma incrível diversidade e apontam para uma unidade que não se destrói: a cara do ser humano.” [Webinsider]

O autorEgeu Laus (egeulaus@terra.com.br) é designer gráfico e pesquisador de música

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O JORNALISMO ONLINE BATEU NO TETO


Já avançamos muito e podemos entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.


Neste final de 2008, chego a uma conclusão: os noticiosos web chegaram ao topo da montanha.

O que significa que, agora, a tarefa é olhar em volta e escolher um pico ainda mais alto para se alcançar. Como fazer isso? Difícil pergunta. Porque, além de ter fincado a bandeira no topo da montanha, o jornalismo online bateu no teto.
É pouco provável que tenhamos alcançado o topo do mundo. O estágio atual dos noticiosos online está mais para K2 - segunda posição, portanto - que Everest.
Mas, ao contrário do que vinha acontecendo de 2002 para cá - quando blogs, vídeos, podcasts, mobile news, distribuição de conteúdo via RSS e a participação do leitor mudaram a cara do jornalismo na web -, a poeira está baixando. Amadurecemos, e isso é bom.
Chegar ao topo significa poder olhar para o lado, ainda que por um instante, e estamos exatamente neste momento de reconhecimento. Para onde ir, afinal, se a convergência de mídias tão falada há dez anos agora é parte da realidade? E se o leitor hoje não só interfere, mas produz notícia, como criar novidades na relação com o público?
Ultimamente, nos estudos que desenvolvo, vejo um natural “correr atrás do rabo”. As tecnologias que conquistamos estão sendo retrabalhadas, lapidadas, divulgadas mais uma vez, mas tudo já se viu antes - um “antes” que remete a “agora há pouco”, mas ainda assim, antes. Todas as tecnologias foram assimiladas pelos leitores em um processo de transferência de conhecimento que entrará para a História.
Para enxergar o que vem por aí, então, a solução não está em olhar para frente, mas entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.
Não é a primeira vez que uma nova mídia assimila recursos à disposição. Aconteceu com o rádio e com a televisão. Ambos aproveitaram ferramentas para incrementar ainda mais sua atividade-fim - a apuração e a produção de notícias. O rádio abraçou a cobertura em tempo real, a televisão criou novos horizontes para a imagem e as ferramentas escolhidas fizeram com que o Jornalismo desse um passo adiante.
Em suma: batemos no teto porque veículos e leitores já aprenderam a usar as novas ferramentas de hoje. O que surge em meio à poeira ainda é o bom e velho Jornalismo, e era assim que esperávamos que acontecesse. Ferramentas existem para serem usadas, nunca para receber mais destaque do que quem as utiliza.
Se a tecnologia não é mais destaque, o que virá agora?



25 de novembro de 2008, 12:26

terça-feira, 18 de novembro de 2008

AFINAL, O QUE É SEMIÓTICA?


Quando estudei Semiótica no curso de Comunicação Social, no início dos anos 80, lá na Universidade do Amazonas, apesar de compreender todo aquele emaranhado de conceitos, cheguei a conclusão que tudo não passava de uma disciplina puramente teórica sem nenhuma aplicação prática. Navegando no site “Usabilidoido” encontrei uma observação interessante. A Semiótica e seus conceitos, são bastante úteis quando vamos analisar interfaces. E lá também catei uma explicação sobre Semiótica muita boa. É bom se ligar pra não passar batido. Ouça a aula:

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O QUE É PORTAL CORPORATIVO?



Quando o objetivo de uma empresa é estabelecer uma comunicação externa com qualquer pessoa interessada, ela usa internet. Para se comunicar internamente, recorre às chamadas intranets, redes que somente os funcionários podem acessar. Se a idéia é criar um canal direto com os parceiros comerciais, pode empregar uma extranet. Quando as três funções são reunidas em uma mesma estrutura, temos o portal corporativo. Sua melhor definição seria um sistema que possibilita desenvolver um ponto único de contato para todas as informações e serviços dentro de uma corporação, tanto para parceiros de negócios e clientes, como para os funcionários.

O que faz?
O portal corporativo é uma forma de fazer os diversos departamentos - ou diferentes empresas de um mesmo grupo - trocarem informações e trabalharem em conjunto. Trata-se, essencialmente, de uma ferramenta de colaboração, um recurso que facilita a gestão do conhecimento e ajuda a transmitir em tempo real, para toda a empresa, informações pertinentes. É uma solução que pode resolver o problema das companhias que deixam seus processos e departamentos "ilhados", sem conversar entre si, como se não fossem todos partes de uma mesma organização.
Quais os benefícios?
O funcionário não tem mais que correr atrás da informação, que passa a ficar facilmente acessível da rede. Os departamentos aumentam a colaboração e cresce a produtividade individual, pois diminui o tempo na busca de dados precisos. Conhecimentos são compartilhados em tempo real, sem intermediários ou burocracias.

Como funciona?
Um exemplo simples é pedir aprovação para uma viagem, ou até mesmo um projeto, diretamente no portal, ou seja, online. Além de ser mais rápido, isso traz a grande vantagem de que pode ser feito de qualquer lugar com uma conexão, não apenas de dentro da companhia. O funcionário que pede autorização pode estar na Europa, e o que aprova, no Japão.
Que tipo de empresas devem adotar?
Grandes empresas, nas quais há maior dificuldade de interação entre múltiplos departamentos, podem se beneficiar mais de um portal corporativo. Companhias muito pequenas geralmente têm menos problemas para trocar informações, já que os funcionários se conhecem e convivem no mesmo ambiente.

É caro?
Normalmente não é um gasto excessivo. Nos EUA os investimentos de portais corporativos para empresas de médio e grande porte ficam em torno de 1 milhão de dólares. No Brasil, é possível dazer projetos interessantes a partir de 200 mil reais. O tempo de implantação também é rápido e pode variar entre um e seis meses.
Pode dar errado?
Sim. Por ser um projeto que passa por vários departamentos, é preciso conscientizar a todos os funcionários sobre a importância da iniciativa e como tirar proveito das possibilidades que se abrem. Como o portal é um ambiente de colaboração, é necessário preparar todos para colocar e receber dados.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

EU TENHO UM SONHO:BARACH OBAMA

"Senhores e senhores, interromperemos por um momento o propósito do blog, para anunciar - em homenagem e em memória a Martin Luther King - um fato histórico: acaba de ser eleito o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos da América. Ele chama-se Barach Obama"

Martin Luther King
Hoje, dia 5 de novembro de 2008 é um dia histórico para a Humanidade. Foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos – Barack Obama.
Hoje pode-se dizer que a principal parte do sonho de Martin Luther King foi realizado.
Martin Luther King Jr. foi o principal nome do movimento pelo fim da segregação racial nos EUA nas décadas de 1950 e 1960, sendo conhecido tanto por sua opção por uma luta pacífica em meio aos conturbados protestos no país, quanto por ser um dos mais brilhantes oradores do século XX.
Nasceu em Atlanta, na Geórgia, em 15 de janeiro de 1929. Foi o segundo filho — o primeiro homem — do pastor Martin Luther King, de quem herdou o nome, e Alberta Williams King, cujo pai também era um pastor protestante.
Martin Luther King se tornou conhecido nos EUA a partir de meados dos anos 1950. Como membro da Associação de Aprimoramento de Montgomery, ele foi o líder da campanha de boicote ao sistema de transporte público da cidade.Os brancos que entravam nos ônibus deveriam sentar-se nas primeiras fileiras e continuar a preencher os lugares do início para o fim. Os negros, faziam o inverso. Quando um branco entrava, toda uma fileira de negros deveria se levantar. Em 1ode dezembro de 1955, Rosa Park se recusou a deixar o lugar, e foi detida e multada. Quatro dias depois, os negros passaram a boicotar os ônibus, exigindo a revogação da lei. Dezenas de negros foram presos, inclusive King (a primeira de mais de 30 detenções que sofreu). O caso ganhou atenção nacional e, em 13 de novembro de 1956, a Suprema Corte decidiu que a lei local era inconstitucional. O boicote acabou, em 20 de dezembro.
Após a vitória, ele passou a liderar o movimento pelos direitos civis dos negros, baseado em desobediência civil não violenta. Em 63, comandou uma marcha em Washington, coroando-a com o discurso “Eu tenho um sonho”.Em 64, se tornou o mais jovem ganhador do Nobel da Paz
Em 4 de abril de 1968, King foi assassinado com um tiro.

Leia na integra o discurso "Eu Tenho um Sonho".

Assista o discurso: " I Have a Dream":


Barack Obama tinha 6 anos quando Martin Luther King foi assassinado em Memphis.
A vida de Barack Obama não foi nada convencional, desde o começo. Sua biografia - mãe branca, pai africano, infância no Havaí e na Indonésia, seu trabalho numa das comunidades mais pobres do país, os estudos e a carreira de docente em algumas das universidades mais prestigiadas dos EUA - é diferente da de qualquer outro candidato à presidência.
Se por um lado esta formação eclética impulsionou sua extraordinária ascensão, por outro, o nome estrangeiro e a raça tornaram sua candidatura algo de difícil aceitação em algumas partes dos EUA. A mãe, nascida no Kansas, o pai originário do Quênia, o encontro dos dois na Universidade do Havaí, seu casamento, o nascimento de Barack - o "abençoado", em árabe - no dia 4 de agosto de 1961. A infância exótica na Indonésia, pátria do pai adotivo; a convivência com a pobreza do Terceiro Mundo.
Entre várias experiências de convívio com a pobreza Barack Obama chegou a Universidade de Harvad onde se formou em Direito.
Enquanto Obama se preparava para deixar Harvard, recebeu várias propostas de emprego. Mas retornou a Chicago para seguir a carreira política.
No outono de 2004, com uma votação esmagadora, Obama obteve a cadeira de senador dos Estados Unidos. Quase imediatamente, começou-se a falar em sua candidatura para a presidência.
Nos 22 meses de sua campanha para a presidência, ele trilhou um caminho apertado, apresentando-se aos EUA como um rosto novo e como um candidato que não se enquadrava na política tradicional - mas com o conhecimento e o estofo necessários para chegar à Casa Branca. Durante toda a campanha, Obama falou de momentos de definição - depois de sua vitória inicial nos caucus de Iowa, e de meses difíceis, ganhou finalmente um número suficiente de delegados para conquistar a indicação democrata. Naquela noite de junho, ele começava a fazer história, pois daí, chegou a presidência dos Estados Unidos da América.
Martin Luther King afirmava no famoso discurso “Eu tenho um Sonho” em 28 de agosto de 1963: “E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.”
Nós estamos agora satisfeito Martin Luther King. Um negro acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos. Um negro Martin Luther King, um negro chamado Barack Obama.

Barach Obama - Presidente dos Estados Unidos

Assista o discurso da vitória de Barach Obama:

Leia a íntegra do discurso ( traduzido para o português) da vitória: http://linksduzao.blogspot.com/2008/11/integra-discurso-vitria-barack-obama.html

terça-feira, 4 de novembro de 2008

POR QUANTO TEMPO O JORNAL SOBREVIVERIA SOMENTE NA INTERNET?

No último dia 31 de outubro, no Jornal da CBN, que tem por âncora o jornalista Heródoto Barbeiro, os jornalistas Carlos Heitor Cony e Xéxeu, que de segunda a sexta-feira debatem e opinam sobre um determinado tema ou fato, foi à baila a seguinte questão: Por quanto tempo o jornal sobreviveria somente na Internet?
Segundo o jornalista Xexéu, a circulação do jornal impresso está caindo no mundo todo assim como os anunciantes, ou seja, a publicidade. O que vem acontecendo é a convivência com os dois formatos até porque ninguém ainda conseguiu ganhar dinheiro com jornal na internet e que nos moldes de hoje não sobrevive somente o jornal virtual.
Cony disse que o jornal gráfico para ser feito é caro e vaticinou que até o final do século estará acabado. Isto mesmo, para o jornalista Carlos Heitor Cony o jornal impresso desaparecerá da face da terra até o final do século XXI. Ele pergunta: Qual a saída se a o jornal virtual não consegue pagar o custo via publicidade?
Ouça o áudio da CBN pois essa questão é de fundamental importância para os profissionais de comunicação na era virtual.